domingo, 13 de março de 2011

Jovens realizam formação política em Manaus

12 Mar 2011 . 13:34 h . Mônica Dias .

O curso da Escola Civita de Manaus dura dois anos, conta com quatro monitores e dez profissionais de áreas específicas, como o deputado estadual José Ricardo e a desembargadora Socorro Guedes.

[ i ]A Aula Inaugural da II Turma da Escola Civita de Formação Política para Jovens reuniu monitores, políticos, advogados, alunos e ex-alunos.

Ouça. Ouça o podcast com a reportagem sobre a escola

Manaus - Jovens com idades entre 19 e 29 anos estão se reunindo todos os sábados para discutir política. Parece estranho, mas é verdade. Nesta manhã de sábado (12), às 9h, o Fórum Hehoch Reis, na Av. Paraíba, reuniu monitores, políticos, advogados, alunos e ex-alunos para a Aula Inaugural da II Turma da Escola Civita de Formação Política para Jovens.

O curso da Escola Civita de Manaus dura dois anos, conta com quatro monitores e dez profissionais de áreas específicas, como o deputado estadual José Ricardo e a desembargadora Socorro Guedes. Todos os participantes são voluntários, e o curso tem como principal objetivo fazer o aluno entender o processo político desde a sua origem até os dias atuais, e como podem exercer a sua cidadania.

Na primeira turma (2007-2009) se matricularam 25 pessoas, e só 16 concluíram o curso. segundo Vitor Kaleb, estudante de Engenharia da Computação na Universidade Estadual do Amazonas, 23 anos, que se formou na primeira turma, e hoje é um dos 4 monitores do curso, a maioria das desistências acontece porque o curso é um pouco longo, e muitas pessoas não conseguem conciliar com o emprego.

A mesa da aula inaugural contou com a presença do presidente nacional do Movimento Político pela Unidade (Mppu), Sérgio Prevedi, o bispo Don Mário, a desembargadora Socorro Guedes, o deputado estadual José Ricardo, do vice reitor da Universidade Federal do Amazonas, hedinaldo Lima e a monitora do curso Roberta Justina. A cerimônia foi encerrada com o cantor Serginho Queiroz, que cantou duas canções à capela.

Para a aluna da nova turma, Itagiçara Jacauna, o espaço é uma oportunidade para conhecer a política local. “Eu quero saber como será a proposta política para as novas gerações, tenho bastante esperança em uma grande mudança no cenário”, diz a universitária que sempre gostou de polítca.

A nova turma conta com mais de 20 inscritos, e vai funcionar todos os sábados de 9h às 12h, na escola de Enfermagem da universidade Federal do Amazonas, no Adrianópolis. Apesar da origem católica da Escola Civita, os alunos não precisam ser vinculados a nenhuma religião específica, nem nenhum partido.

Sobre as Escolas Civitas

Presentes em vários países no mundo todo, essas escolas estão inseridas no contexto sócio-político-cultural em que atuam, abertas aos questionamentos e necessidades locais. Mantêm, porém, um objetivo único: aprofundar e praticar a política como amor, como serviço à unidade da família humana, por meio de diálogos, estudos e experimentações.

No Brasil, a Escola de Participação do MPPU foi denominada Escolas Civitas. Os primeiros 11 cursos, abertos em 2007 em 10 estados, já formaram 100 jovens. O programa inclui módulos formativos, projetos de ações locais e seminários de integração nos quais se aprofundam temáticas relacionadas à realidade brasileira e geopolítica latino americana.

O idelizador das Escolas foi o italiano Antônio Maria Baggio, que é conhecido como pai da Escola Civita. Escritor de três livros sobre fraternidade na política, ele mesmo orientou os primeiros monitores brasileiros, para que pudessem ministrar as aulas nos 10 estados do país em que funcionam.

O material didático utilizado nos dois anos de curso é desenvolvido pelo próprio Antônio Baggio, e traduzido pela Comissão nacional Brasileira das Escolas Civitas, que também complementa o material com informações específicas de cada região.

As Escolas Civitas surgiram do Movimento Focolares, grupo ligado à Igreja Católica com parte ecumênica, que promove os ideais da unidade e da fraternidade entre as pessoas. Foi fundado em 1943 por Chiara Lubich, que faleceu há 3 anos, e é reconhecido pelo Papa, além de estar presente em mais de 182 nações.

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