quarta-feira, 16 de março de 2011

APRECIAÇÃO SOBRE O NOVO LIVRO DE GINETTA CALLIARI




Acabo de ler a profunda, singela e doce obra "GINETTA - FATOS QUE AINDA NÃO CONTEI", na qual a própria protagonista relata, no estilo autobiografia, fatos que merecem ser conhecidos por aqueles que com ela conviveram e também por tantos que sequer a conheceram.
Primeiro, sugiro a todos que com ela conviveram que venham saborear fatos e episódios do cotidiano da infância, adolescência e da vida adulta de Ginetta, os quais demonstram que, muito além do temperamento e das características pessoais de cada um, há um forte apelo que Deus nos faz em dado momento da vida, ocasião em que tudo passa a ser secundário. Basta a Sua vontade. É o decisivo "vem e segue-me" que, de certa forma, Ele dirige a cada ser humano; é preciso, no entanto, ter a sensibilidade para ouvi-Lo, e, seguindo-o, encontrar a felicidade nesta vida. Felicidade que, aliás, a própria Ginetta relata a sua ansiosa busca e como a encontrou.
Para aqueles que não conheceram Ginetta, indico igualmente a leitura da obra, pois, num mar de situações que poderiam parecer a mera rotina do cotidiano, descobre-se Deus que intervém na história dos homens de boa vontade. Descobre-se, acima de tudo, que a vida é simples, e na sua simplicidade e essencialidade Deus se revela como Amor, e, segui-Lo, significa reproduzir a intensidade desse Amor em relacionamentos fraternos, a grandiosidade dessa obra-prima que é o homem, o esplendor e a oportunidade única que é "viver", a maravilha incomparável que é o mundo, a criação, a criatura..
Um agradecimento fica, por justiça, à organizadora da obra, Sandra Ferreira Ribeiro, que soube compilar com equilíbrio, harmonia, articulação e sentido humano-divino, os escritos deixados como testamento por Ginetta Calliari.
Munir Cury

Focolares lembram 3º ano da morte de Chiara Lubich

Segunda-feira, 14 de março de 2011, 19h02

Nicole Melhado

Da Redação


Montagem sobre fotos / Arquivo
Chiara Lubich foi uma das personalidades mais respeitadas na atualidade. Ela pregava a unidade entre as pessoas, raças e religiões

“O tempo presente pede, a cada um de nós, amor, unidade, comunhão, solidariedade. E chama, inclusive as Igrejas, a recomporem a unidade há séculos dilacerada… É o primeiro e necessário passo rumo à fraternidade universal com todos os homens e as mulheres do mundo”, salientou Chiara Lubich aos membros do Movimento dos Focolares.

Nesta segunda-feira, 14, os membros do Movimento dos Focolares em todo o mundo lembram os 3 anos da morte daquela que dedicou toda a sua vida na concretização da unidade entre todos os filhos de Deus.

Em diversos lugares do mundo são realizados eventos em memória da fundadora do Movimento dos Focolares, “em algumas cidades, ruas, escolas e parques são dedicados a ela; em outras, são celebradas Missas presididas inclusive por bispos ou cardeais; em outras ainda, são realizados grandes e pequenos encontros”, conta a presidente do Movimento, Maria Voce.

Na cidade de Trento, na Itália, onde nasceu Chiara, foi realizado neste domingo, 13, um encontro ecumênico internacional intitulado: “Chiara Lubich: Uma Vida, um Carisma pela unidade dos cristãos”. Evento esse que contou com grande participação de membros de 20 Igrejas, de 36 países, de 17 idiomas diferentes.

“Promovendo o amor recíproco entre indivíduos e povos, abriu diálogos em todos os níveis para contribuir na realização da paz e da unidade da família humana. São testemunhas disto as inumeráveis pessoas que vivem em todo o planeta a 'espiritualidade de comunhão' que ela nos deixou como herança”, destacou a presidente dos Focolares em sua mensagem pela ocasião.

Santidade Coletiva: novidade levada por Chiara

Santidade coletiva é um conceito novo trazido por Chiara Lubich e pelo Movimento dos Focolares, e segundo uma das responsáveis pelo Movimento no Brasil, Glória Silveira Duarte, neste momento da história essa forma de santidade é uma exigência. “Neste momento da Igreja vem mais em relevo a santidade do grupo que caminha junto do que uma santidade individual. E nesse caminhar para Deus junto aos irmãos a santidade é quase uma consequência do amor e da caridade para com o irmão”, explica Glória.

Chiara via em cada pessoa um candidato a unidade, e justamente por esse dom, o carisma da unidade doado a ela por Deus, Chiara dedicou toda a sua vida. Na busca por realizar o testamento de Jesus “Que todos sejam um”, ela não via barreiras, via todos como irmãos, criando pontes de diálogo nos diversos âmbitos da sociedade, fazendo surgir movimentos específicos no campo da política, sociologia, ecologia, artes, comunitária, saúde, entre outros.

A fundadora do Movimento dos Focolares também estabeleceu diálogo com as grandes religiões como o Budismo, Induísmo, Islamismo e Judaísmo. “Isso não significa um sincretismo. Ela era católica, tinha sua fé bem fundamentada, e justamente por isso, porque tinha essa convicção grande em si, ela podia dialogar com as outras religiões, partindo dessa fé em um Deus que é amor que ama todos os homens e morreu por todos. Nisso ela fundamentou a sua vida”, destaca a representante dos Focolares.

Para a Igreja Católica e para toda a sociedade, Chiara trouxe a realidade do amor universal, que começa no âmbito familiar, com as pessoas no qual se convive e amplia-se até chegar aos mais distantes. Glória conta que o mair desejo de Chiara era chegar diante de Deus trazendo a humanidade nos braços, queria levar todos a Deus.

“Que todos sejam um”: essa é a premissa do Movimento dos Focolares, é a vivência do amor recíproco que constrói a unidade.

“No amor recíproco temos a possibilidade de ter Jesus no meio de nós, como Ele prometeu, onde dois os mais estiverem reunidos em seu nome - que significa no seu amor, vivendo o seu mandamento novo - Ele está no nosso meio, Ele pode realizar a unidade, só Ele pode realizar. Com ele entre nós a unidade é possível”, elucida a focolarina.

Segundo Glória, a principal herança de Chiara deixada aos membros de sua obra é o amor recíproco que só é possível viver no amor a Jesus Crucificado e Abandonado. “Na imitação de Jesus que na cruz dá tudo por amor, nós podemos dar tudo pelo irmão e viver esse mandamento novo”, enfatiza.

Conhecido também como Obra de Maria, o Movimento dos Focolares se caracteriza por sua presença mariana, na tentativa de doar Jesus ao mundo.

“A caneta não sabe o que deverá escrever, o pincel não sabe o que deverá pintar e o cinzel não sabe o que deverá esculpir. Quando Deus toma em suas mãos uma criatura, para fazer surgir uma obra Sua na Igreja, a pessoa escolhida não sabe o que deverá fazer. É um instrumento. Creio que este é o meu caso. Eu sou nada, Deus é tudo. Quando a aventura iniciou, em Trento, eu não tinha um programa, não sabia nada. A ideia do Movimento estava em Deus, o projeto no Céu”, disse Chiara em 1977, no Congresso Eucarístico de Pescara, na Itália.

Chiara Lubich nasceu em 22 de janeiro de 1920, em Trento, morreu em 14 de março de 2008, em Rocca di Papa. Seu movimento está presente hoje 182 países, conta com cerca de dois milhões de aderentes e simpatizantes, predominantemente católicos, além de milhares de cristãos de 350 Igrejas e comunidades eclesiais e diversos seguidores de outras religiões.

segunda-feira, 14 de março de 2011

NOVIDADE EDITORIAL


A Editora Cidade Nova lançará no início de março o livro Ginetta. Fatos que ainda não contei. Transcrevemos abaixo a apresentação do editor:

Paulo VI afirmava que “hoje o mundo ouve mais as testemunhas do que os mestres”. Ginetta Calliari (1918-2001) é uma dessas testemunhas que encantam e mostram o fascínio da coerência com os valores do Evangelho nas pequenas e grandes coisas da vida e quanto ser discípulo de Cristo faz ser pessoa realizada e construtora de um mundo fraterno.
Publicado aos dez anos do falecimento de Ginetta, este livro apresenta uma inédita autobiografia que ela escreveu na década de 1980.
Os fatos que ela narra, da infância, adolescência e juventude, revelam uma personalidade inquieta e questionadora, em busca de algo capaz de saciar sua sede de autenticidade e de felicidade. Esse algo ela encontra ao conhecer Chiara Lubich e suas companheiras e com elas participar da fundação do Movimento dos Focolares.
A obra permite adentrar na figura extraordinária de uma mulher dos nossos tempos, cuja vida e ação deixou marcas significativas na vida de muitas pessoas e na história do nosso País.

domingo, 13 de março de 2011

Jovens realizam formação política em Manaus

12 Mar 2011 . 13:34 h . Mônica Dias .

O curso da Escola Civita de Manaus dura dois anos, conta com quatro monitores e dez profissionais de áreas específicas, como o deputado estadual José Ricardo e a desembargadora Socorro Guedes.

[ i ]A Aula Inaugural da II Turma da Escola Civita de Formação Política para Jovens reuniu monitores, políticos, advogados, alunos e ex-alunos.

Ouça. Ouça o podcast com a reportagem sobre a escola

Manaus - Jovens com idades entre 19 e 29 anos estão se reunindo todos os sábados para discutir política. Parece estranho, mas é verdade. Nesta manhã de sábado (12), às 9h, o Fórum Hehoch Reis, na Av. Paraíba, reuniu monitores, políticos, advogados, alunos e ex-alunos para a Aula Inaugural da II Turma da Escola Civita de Formação Política para Jovens.

O curso da Escola Civita de Manaus dura dois anos, conta com quatro monitores e dez profissionais de áreas específicas, como o deputado estadual José Ricardo e a desembargadora Socorro Guedes. Todos os participantes são voluntários, e o curso tem como principal objetivo fazer o aluno entender o processo político desde a sua origem até os dias atuais, e como podem exercer a sua cidadania.

Na primeira turma (2007-2009) se matricularam 25 pessoas, e só 16 concluíram o curso. segundo Vitor Kaleb, estudante de Engenharia da Computação na Universidade Estadual do Amazonas, 23 anos, que se formou na primeira turma, e hoje é um dos 4 monitores do curso, a maioria das desistências acontece porque o curso é um pouco longo, e muitas pessoas não conseguem conciliar com o emprego.

A mesa da aula inaugural contou com a presença do presidente nacional do Movimento Político pela Unidade (Mppu), Sérgio Prevedi, o bispo Don Mário, a desembargadora Socorro Guedes, o deputado estadual José Ricardo, do vice reitor da Universidade Federal do Amazonas, hedinaldo Lima e a monitora do curso Roberta Justina. A cerimônia foi encerrada com o cantor Serginho Queiroz, que cantou duas canções à capela.

Para a aluna da nova turma, Itagiçara Jacauna, o espaço é uma oportunidade para conhecer a política local. “Eu quero saber como será a proposta política para as novas gerações, tenho bastante esperança em uma grande mudança no cenário”, diz a universitária que sempre gostou de polítca.

A nova turma conta com mais de 20 inscritos, e vai funcionar todos os sábados de 9h às 12h, na escola de Enfermagem da universidade Federal do Amazonas, no Adrianópolis. Apesar da origem católica da Escola Civita, os alunos não precisam ser vinculados a nenhuma religião específica, nem nenhum partido.

Sobre as Escolas Civitas

Presentes em vários países no mundo todo, essas escolas estão inseridas no contexto sócio-político-cultural em que atuam, abertas aos questionamentos e necessidades locais. Mantêm, porém, um objetivo único: aprofundar e praticar a política como amor, como serviço à unidade da família humana, por meio de diálogos, estudos e experimentações.

No Brasil, a Escola de Participação do MPPU foi denominada Escolas Civitas. Os primeiros 11 cursos, abertos em 2007 em 10 estados, já formaram 100 jovens. O programa inclui módulos formativos, projetos de ações locais e seminários de integração nos quais se aprofundam temáticas relacionadas à realidade brasileira e geopolítica latino americana.

O idelizador das Escolas foi o italiano Antônio Maria Baggio, que é conhecido como pai da Escola Civita. Escritor de três livros sobre fraternidade na política, ele mesmo orientou os primeiros monitores brasileiros, para que pudessem ministrar as aulas nos 10 estados do país em que funcionam.

O material didático utilizado nos dois anos de curso é desenvolvido pelo próprio Antônio Baggio, e traduzido pela Comissão nacional Brasileira das Escolas Civitas, que também complementa o material com informações específicas de cada região.

As Escolas Civitas surgiram do Movimento Focolares, grupo ligado à Igreja Católica com parte ecumênica, que promove os ideais da unidade e da fraternidade entre as pessoas. Foi fundado em 1943 por Chiara Lubich, que faleceu há 3 anos, e é reconhecido pelo Papa, além de estar presente em mais de 182 nações.